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Entrevista exclusiva: Vereador Magno abre o verbo pro Conecta Serra Preta.

Postado Por: Dj Padiin Santos As domingo, 27 de outubro de 2013 | 06:51

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1 -Fale um pouco das suas conquistas nesse inicio de mandato ?

Tomando o papel central do vereador como o de Fiscal do Executivo iniciamos o trabalho com a denúncia da TIP (Taxa para Iluminação Pública paga pela comunidade) que estava sendo cobrada ilegalmente ao longo de um ano e após a nossa denúncia foi abolida de vez das contas de energia das famílias serra-pretenses. Outro ponto de destaque nesse primeiro ano foi a fiscalização e denúncia de possíveis irregularidades na distribuição das cassas do Programa Minha Casa, Minha Vida no Bravo e Ponto onde parentes de vereadores e ex-vereadores podem ter sido beneficiados, caso que está sendo acompanhado pela Polícia e Ministério Público Federal. O acompanhamento da ampliação do Cemitério no Bravo também foi importante, pois ao que tudo indica, estava sendo ampliado de maneira irregular e poderia colocar em risco a vida de dezenas de famílias, já que o Ministério Público (MP) abriu Inquérito para acompanhamento da regularidade ambiental e a Obra que já havia sido iniciada, parou. Outra ação do MP após nossa atuação através de Representação foi o Inquérito Civil para fiscalizar o ‘aterro sanitário’ que virou lixão em nosso município que ao longo de anos tem recebido o lixo da Cidade de Anguera. Foram mais de oito representações e denúncias junto ao MP sobre temas relevantes para a comunidade, como o abandono do Loteamento Recanto da União e possíveis irregularidades administrativa por parte do Executivo. Colocamos dois Projetos de Lei na Câmara, um na área de educação e outro em defesa das mulheres vítimas de violência, sendo que os dois projetos não foram trazidos pelo Presidente da Câmara para serem avaliados e votados pelos vereadores, numa atitude típica de retaliação. O Mandato ainda visitou várias obras em andamento ou paradas no município, escolas e esteve auxiliando o Estado (Secretaria de Infraestrutura) na implantação da telefonia móvel nos Distritos de Ponto e Bravo (infelizmente o Bravo não foi atendido como gostaríamos). Finalizo destacando a luta pela seriedade no Legislativo, pela imparcialidade nas atitudes e transparência na atuação.

2 – Como você avalia o governo “Um novo tempo” ?
Medíocre. Se compararmos o nosso município com alguns outros municípios próximos já se percebe o déficit em Serra Preta. O atual Governo tem sido muito omisso nas questões centrais para o desenvolvimento de nossa cidade. Na área do esporte, geração de emprego e renda, assistência social, cultura, lazer, saneamento básico, administração urbana, auxílio às associações e agricultura familiar, o que temos visto é um completo abandono. A folha de pagamento dos servidores públicos inchada e com pessoas que não dão um prego num mamão revela a ineficiência da gestão e a velha política do clientelismo onde famílias inteiras são beneficiadas pelos recursos públicos. As obras com as poucas empresas que sempre vencem as licitações mostram que se não há favorecimento, existe no mínimo omissão nos princípios da gestão pública causando um derrame de dinheiro público desnecessário. A atual escola política que vem administrando Serra Preta não traz um modelo de gestão que promova desenvolvimento social e avanços estruturais que tragam vantagens reais para nossa comunidade, pois é inadmissível a Prefeitura não ter um Galpão para abrigar uma fábrica ou uma cooperativa, por exemplo. O que temos visto são apenas ações do Governo Estadual e principalmente do Governo Federal que são comuns aos outros municípios de baixa renda Brasil à fora. Os gastos mais expressivos feitos com recursos próprios tem sido em festas de largo somando o montante de mais de meio milhão de reais que precisam de um melhor acompanhamento e fiscalização. Por fim, os dois Projetos de Lei visando financiamento/empréstimo da Prefeitura que somam praticamente 1,7 milhões de reais que foram votados e aprovados irregularmente na Câmara traz incertezas de como esses recursos serão utilizados futuramente, causando desconfianças e material para mais fiscalização. Logo, “um novo tempo” de velhas práticas.

3 – Você se considera o único vereador de Oposição ?

Não me considero o único vereador da oposição, pois tenho um parceiro e o respeito. Tenho minha forma de lidar com a política e com o papel de vereador o que não agrada aos amantes do jogo político perverso. Oposição ou não, entendo que precisamos ser verdadeiros e justos em nossas ações como agentes públicos, escolhidos pelo povo para atuar na função extremamente urgente de frear a desgraça da corrupção política. Deveríamos colocar essa função acima de nossos interesses partidários ou pessoais, mas não é isso que tem acontecido no mundo político em geral.

4 – Comenta-se o seu nome para prefeito em 2016, o que você tem a dizer ?

Acho muito difícil receber apoio de grupos políticos, uma vez que a maioria deles visa apenas se beneficiar com as tetas da vaca leiteira. Vejo muitas articulações e pouca preocupação com a estrutura social, política e econômica da cidade. São como aves de rapina. A gestão pública séria é assunto para poucos, não me rebaixaria, em nome de Jesus, em ser candidato a qualquer cargo eletivo para reproduzir a mesmice e mediocridade. Tenho por excelência como carro chefe em minha vida o Ministério Pastoral, por isso o meu tempo presente não contempla meu futuro político. Mas, lutarei com todas as minhas forças para promover uma nova visão comunitária em relação à gestão pública para que haja mais justiça e interesse pelo desenvolvimento sustentável municipal, onde os gestores municipais sejam vistos como empregados do povo para assuntos coletivos e não particulares.